quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Dr. Leonardo José Bathke

᷾                                                                   CAMINHOS


No dia da tua formatura eu chorei,
chorei de alegria,
mas chorei mais pelo filme que passou na minha mente.
Lembrando a caminhada, a qual eu acompanhei de perto, pois a minha foi paralela a tua.
Lembrei das pedras, dos espinhos, dos sapos a serem engolidos.
Mas não só você, não só eu, não só os teus irmão, mas principalmente
Paulo Bathke Filho e Maria do Carmo Martorano Bathke.
Que hoje do outro lado te acompanham no mérito, guardiões desta jornada.
Se o caminho da graduação e afins foi árduo e penoso.
Precisou de dedicação, afinco, renuncias, tenaz resistência e pleno comprometimento.
Imagino e sinto que nesses quarenta anos, aquele caminho foi elevado a enésima, para ser a continuação da jornada.
E na hora da glória ainda é necessário lembrar que ela é transitória.

Boa Sorte.

Martorano Bathke.
 
Publicação permitida desde que conste o nome e e-mail do autor: martoranobathke@hotmail.com

quinta-feira, 18 de maio de 2017

ENERGIA


ENERGIA

Sou grande e profundo, e estava quieto, sou o Mar.

E vem você Terra em teus movimentos, a me deslocar, nas minhas entranhas. E na superfície finge que me beija, mas morde e assopra Vento a me queimar como o Fogo. E a me puxar tu Lua, Lua Cheia. Cheia de encantos e magia.

E me fazem produzir a Onda, esta que quebra na praia, canta nos rochedos e acalma em pequenas turbulências nos arrecifes.

E a Onda movendo-se e se quebrando, nesta Energia, joga para o alto e por algum segundo você flutua no Ar, aí não sou mais eu, ou sou Parte que se separou e é notada, amada, invejada, preocupa, acalenta e molha de Amor.

É você meu Amor: Gota d’ Água.

Todos têm um amor perdido, e pode ser encontrado em você: Gota d’ Água.

Gota d’ Água, na realidade teu verdadeiro nome é: Evolução.

 

 

Martorano Bathke.

Publicação permitida desde que conste o nome do Autor e e-mail: martoranobathke@hotmail.com  

terça-feira, 24 de maio de 2016

VOLÁTIL


VOLÁTIL

Tensionado pelas cordas de couro de búfalo, e dentes de puma, perfurando e rasgando o meu musculo peitoral eu girei e girando senti a maior dor física, e em mil voltas físicas e de dor, fiz o voto de bravura e resignação ao deus sol. Sioux ou apache mesclare-lo, no México com Carlos Castanheda tomei pio-te e mais e em outros lugares tomei o elixir da busca.

Quem sou eu, quem é você, como se diferença há que haja, sobreviventes e dominados pelo incansável tempo. O tempo da evolução, como se o tempo existisse, convenção relativa de existência temporal.

Somos físicos ocupamos espaço, ha.... o espaço e o tempo, incógnitas imensuráveis. Nos locomovemos nestas incógnitas, ou é simples imaginação, ou tão real que não temos a percepção do ser, alcançar o conhecimento que não nos foi dado.

E no cérebro navegantes somos, na viagem do tempo e do espaço, e nos genes dos antepassados a memória volátil, dissipada que tudo sabemos e perdemos a capacidade de reconhecer. Somos triângulos, não nos enquadramos no quadrado dos elementos, que é essência na terra e no universo fluidos, que fluem em estados que só o tempo os torna iguais e os modificam.

Recompensa só no atemporal, no espírito transcendental, sub rotina imortal do que realmente somos, o privilégio da evolução, que despercebida passa na efêmera ilusão da matéria volátil. E o volátil e o fluido é o fio da navalha. E ser volátil, é ser superfície gasosa, mas quer ser sólida.

E quando sólida imortal se torna, e ao mesmo tempo é fluida e fluida sou eu é você, e voláteis gasosos são nossos encontros que no vento se dissipam. E no retorno tocamos a água corrente do rio, que na frente evapora fluida e volátil, como chuva nos toca a mesma água que fluiu. Quem disse que não se toca a mesma água corrente do rio, mero engano.

Espelho, espelho meu, existe alguém mais volátil que eu? Ser humano na terra você é o câncer, mas existe o teu oposto a que você teima em destruir, a natureza, espelho que o Criador te deu.

Por que você se olha no espelho e não se vê? VOLÁTIL!

Martorano Bathke


 

*Publicação permitida desde que conste o nome e o e-mail do autor.

quinta-feira, 17 de março de 2016

CUMPANHEIRO?


BRASIL, “O QUE É ISTO COMPANHEIRO”?

É uma peça de teatro?

Tudo está escancarado, mostrado, desenhado e latente.

Os corpos se confundem, onde está a merda, no intestino, nos olhos, nos ouvidos ou quiçá no cérebro?

Quem é você Brasil? “O que é isto companheiro”?

Quem é você imprensa?  “O que é isto companheiro”?

Quem é você STF?  “O que é isto companheiro”?

SUPREMO = SUPERIOR

TRIBUNAL = TRIBUNALIS Sua função institucional fundamental é de servir como guardião da Constituição Federal.

FEDERAL = ESTADO

Poderes constituídos todos suspeitos? Ou quiçá comprados?

Ciranda vai, ciranda vem, cafetão apaixonado pela prostituta, o palhaço você e eu, somos milhares a rodar não no salão, mas milhões a rodar nesta terra de Santa Cruz.

E no eco do tempo Castro Alves ecoa....      

“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus”   

Moscas voam, neste vai, voltam e vem “e neste vai e vem que a gente se dá bem”.

Eu e você, somos todos covardes?

Desfraldada esta tu bandeira verde e amarela, sinalizando Ordem e Progresso.

No teu hino cantamos, o povo heroico não foge à luta.

Não recuaremos para cavar trincheiras, pois não pagaremos duas vezes pelo mesmo espaço.

Vamos lembrar dos nossos antepassados políticos, que lutaram para que sejamos o que somos, e em honra deles continuaremos lutando esta luta em busca de todas as liberdades e responsabilidades que conquistamos.

Não aceitaremos e nem nos dobraremos a escória política, a escória humana e nem aos princípios e ideais nascidos nos esgotos cerebrais e psicopatas, que não são nada, não possuem luz, vivem numa sombra psicótica e que tentam apagar a luz dos outros, para que a sua insignificância quiçá possa aparecer.

“Nós pagamos a orquestra, nós escolhemos a música”. Nesta terra de Vera Cruz.

Martorano Bathke.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ano Novo


ANO NOVO.

O universo, a natureza e nós somos regidos por ciclos. Neste momento o exemplo das árvores é o melhor para uma reflexão. Na primavera florescem, e no verão se cobrem de folhas, no outono frutificam e no inverno ficam nuas.

Feliz Ano Novo e uma ótima reflexão.

Martorano Bathke. martoranobathke@hotmail.com

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Maria do Carmo Martorano Bathke Lapolli Dutra.


MARIA DO CARMO MARTORANO BATHKE LAPOLLI DUTRA.

Muitos não sabem que o teu nome é este, e eu como sei, vou explicar:

Dutra do amor do teu esposo.

Lapolli do sangue e amor do teu pai.

Lapolli Dutra do amor e sangue dos teus filhos.

Bathke do sangue e amor da tua mãe.

Martorano do amor que você e minha mãe têm.

Hoje todos esses amores se reencontram, aliás, não são amores e sim amor, o teu que é múltiplo e infinito.

Minha prima de sangue, minha irmã não de sangue, mas do amor.

Hoje de egoísmo chorei, chorei pelo que penso que perdi pura ilusão, poderia dizer que foi desperdício de emoções e lágrimas, mas não posso.

O universo e nós humanos somos duais, possuímos dualidade.

O ódio existe para existir o amor, o côncavo para convexo, o lado de dentro para o lado de fora a luz para a sombra e a morte para a vida.

Na realidade o privilégio hoje é teu, o privilégio de renascer na Luz e no Amor. Tenho certeza quando escrevo estas palavras: hoje é o dia da tua colheita, e como você só plantou amor, haverá um pouco de sombra para que possa se refrescar dentro da Luz, pois você tem planícies infinitas de amor para colher.

Martorano Bathke.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

MARIA


Maria

Nas areias não as do deserto
Mas do ar do tempo,
Que sopram no vento
E num redemoinho sobem,
Rodando
Rasgando
Dilacerando
A pureza de quem
Não sabia sentir.

 E quando a luz dos olhos
Se tocam,
Num simples e eterno segundo,
Vira caleidoscópio
Decompõem em cores.
É arco íris
E na noite vaga lume
É lua cheia.
Azul num só tempo
Em dois ciclos é uma só.

E me ensina a sentir
O que pensava conhecer
Esta dor
Chamada amor
E mesmo com dor que dói sem doer
Fico puro na inocência
Que não tenho mais
Pois aprendi a sentir.

Anagrama é teu nome
Não te procurei nem procuro.
No tempo que passou
Comigo caminhou
No tempo que caminha
Não temos caminhos
No tempo que há de vir caminharemos.
Pois imortal é este caminho
Chamado amor

Quando não houver mais caminhos
Só vamos flutuar.
Estrelas
Se amando ao luar.
Pois assim esta escrito
Assim será cumprido.
O criador dentro do meu tempo
Colocou o seu tempo
E tempo mais tempo
Infinito é.
Esta dor
Chamada amor.

 

Martorano Bathke.
e-mail :martoranobathke@hotmail.com
*Publicação permitida desde que conste o nome e e-mail do autor.

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